Risk in Context

Como operadores logísticos e transportadores estão enfrentando os impactos da covid-19

Posted by José Zanni Junho 18, 2020

Em 2018, a greve dos caminhoneiros trouxe graves consequências ao país. Prejuízos foram contabilizados e as perdas financeiras foram amplamente discutidas. Diversas ações foram aplicadas para identificar e conter as perdas além das ações que auxiliaram na rápida retomada das operações, momento em que a resiliência das organizações foi colocada à prova.

Entramos em 2020 e nos deparamos com uma nova crise, desta vez, de proporções globais, jamais vista anteriormente. O impacto na economia é catastrófico e, novamente, a resiliência das organizações está sendo colocada à prova. Dentre os diversos segmentos afetados, destacam-se os operadores logísticos e os transportadores. Portos, aeroportos, shoppings, indústria do lazer, as transportadoras que atuam diretamente com bens não considerados essenciais e as que dependem do setor automotivo tiveram suas atividades interrompidas pelas consequências da covid-19.

Este setor, principalmente as empresas nacionais e familiares, representa um importante vetor de crescimento econômico, porém sujeito às volatilidades econômicas e políticas. Como se não bastasse este fato, a pandemia está impondo prejuízos financeiros, redução dos lucros, demissões e aumento da exposição de risco dos seus ativos, se tornando a principal preocupação dessas empresas. Dentre tantas necessidades para enfrentar essa crise, é primordial adotar um bom gerenciamento de risco e mitigar a sua exposição neste novo cenário. Os riscos patrimoniais, os de responsabilidades, os financeiros, os cibernéticos e, principalmente, de pessoas devem ser observados para perenidade do seu negócio.

A ordem do dia é evitar perdas e prejuízos. O setor logístico e os transportadores precisam conhecer a exposição aos riscos. Por exemplo, com relação à gestão da frota, os veículos estão acumulados nos pátios gerando riscos aos quais demandam cuidados e o seguro e respectivas recomendações neste cenário são uma alternativa de gerenciamento. Economia tornou-se target para este setor e um bom programa de seguros representa saving e perenidade.

Por outro lado, vale conectar aqui o esforço para não demitir, um risco que pode ser gerenciado através de consultorias para revisão de estruturas e transformação organizacional. Este gerenciamento responde de forma pragmática à atual necessidade desse setor. O segmento logístico também deve encarar mudanças no que diz respeito aos colaboradores. Louvável observar o esforço que cada empresa emprega, com o seguro saúde, por exemplo, que, de forma criativa, se vale da telemedicina, o que também integra o bom gerenciamento de risco no atual momento.

O mercado de seguros está se adaptando às novas demandas que surgem com essa pandemia, assim, muito se beneficiarão os operadores logísticos e transportadores que se atentarem a essas novidades. Isso vai ajudar as empresas na retomada e continuidade dos negócios.

José  Zanni